domingo, 10 de julho de 2011

É tão fácil.

Ultimamente vejo casais jovens desperdiçando suas vidas em brigas infindáveis e implicâncias sem fundamento.
Acredito que se há amor, o resto é graça. O resto é arregaçar as mangas e fazer dar certo, por mais que as circunstâncias digam o contrário, o amor leva aos sentimentos e atitudes que todo casamento precisa. Respeito, fidelidade, lealdade, amizade, compreensão...

Poderia passar a tarde inteira falando nisso, mas não me levaria a nenhuma conclusão.
O fato é que somos seres infinitamente diferentes até quando encontramos algo em comum. Não é fácil pedir pra ele colocar a toalha molhada no lugar certo, não é fácil pra nós chegarmos cansadas do trabalho e faculdade e ainda ter que lavar louça, arrumar a casa... Não é fácil.

Mas creio que existe algo mais difícil que tudo isso: Viver separados. Cada um em sua casa, com seu mundinho, cantinho, sem cumplicidade, só um namoro que não sabemos onde vai dar. Sem acordar juntos, sem as brincadeiras, sem as responsabilidades gostosas de casado.

Tudo tem seu lado fácil e difícil. Basta escolher o que é mais prazeroso e confortável pros dois.
Pra mim, por mais que seja difícil, é mais fácil pra mim viver ao lado do homem que amo, com todos os seus defeitos, suas manias, reconhecendo também que ele aceita e aguenta meus defeitos e manias igualmente.

É bom ter alguém por perto.

Nostalgia

Boa tarde,

Muito tempo que não dou as caras no meu blog que ninguém lê.
Aliás, concordo com a ideia de que a internet faz as pessoas menos solitárias, nós falamos sozinhas, mas com a sensação de que o mundo lê. Enfim...

Ontem tava conversando com uma antiiiiiiiiga amiga minha, do bairro em que eu morava.
Estávamos lembrando de tudo...

Das vezes em que aprontávamos com nossos namorados, kk Íamos pra missa de ano novo ou natal, e ficávamos na rua ao lado da Igreja, namorando, hasuhausa.
Das vezes em que íamos pros arraiais, dançávamos forró, fugíamos, bebíamos vinho só por prazer mesmo, kkk
Das vezes em que nos reuníamos pra assistir filme, confraternizações da Liturgia..

Tenho saudade até das brigas, dos cortes do Padre Pedro, dos babados fortíssimos, das fofocas.
Saudade da capela antiga, que era PRATICAMENTE uma garagem.
Saudade de quando estávamos construindo a capela nova, e tínhamos que realizar as missas num tablado de madeira, sem paredes, sem iluminação quase, com o vento levando nossos folhetos, kk

Saudades da catequese, de quando os encontros eram na escola, saudades de ser catequista, de dedicar meus domingos a Deus...

Saudades de proclamar as leituras, saudade de fingir que cantava, saudade de bagunçar no fim da missa, saudades das implicâncias do Fredson e das loucuras da Thamyres. Saudades das brigas da Anne, saudade da voz da Márcia cantando...

É, o tempo passou. O bom é que não passou só pra mim. Todos mudaram comigo. Alguns radicalmente, como a Márcia, que teve neném. Outros nem tão radicalmente, como a Anne, que já namora há tempos. Outros não mudaram absolutamente NADA, continuam soltos e malucos, como a Thamyres.

Enfim, nada disso nos fazia maiores ou menores do que ninguém. Pecadores ou mais santas que alguém. Éramos só meninas que achavam tudo o máximo, maravilhoso e não tínhamos medo de responsabilidades. Aliás, pra quê ter medo? Apesar de nossos erros, Deus era conosco e ainda é.