Boa tarde,
Muito tempo que não dou as caras no meu blog que ninguém lê.
Aliás, concordo com a ideia de que a internet faz as pessoas menos solitárias, nós falamos sozinhas, mas com a sensação de que o mundo lê. Enfim...
Ontem tava conversando com uma antiiiiiiiiga amiga minha, do bairro em que eu morava.
Estávamos lembrando de tudo...
Das vezes em que aprontávamos com nossos namorados, kk Íamos pra missa de ano novo ou natal, e ficávamos na rua ao lado da Igreja, namorando, hasuhausa.
Das vezes em que íamos pros arraiais, dançávamos forró, fugíamos, bebíamos vinho só por prazer mesmo, kkk
Das vezes em que nos reuníamos pra assistir filme, confraternizações da Liturgia..
Tenho saudade até das brigas, dos cortes do Padre Pedro, dos babados fortíssimos, das fofocas.
Saudade da capela antiga, que era PRATICAMENTE uma garagem.
Saudade de quando estávamos construindo a capela nova, e tínhamos que realizar as missas num tablado de madeira, sem paredes, sem iluminação quase, com o vento levando nossos folhetos, kk
Saudades da catequese, de quando os encontros eram na escola, saudades de ser catequista, de dedicar meus domingos a Deus...
Saudades de proclamar as leituras, saudade de fingir que cantava, saudade de bagunçar no fim da missa, saudades das implicâncias do Fredson e das loucuras da Thamyres. Saudades das brigas da Anne, saudade da voz da Márcia cantando...
É, o tempo passou. O bom é que não passou só pra mim. Todos mudaram comigo. Alguns radicalmente, como a Márcia, que teve neném. Outros nem tão radicalmente, como a Anne, que já namora há tempos. Outros não mudaram absolutamente NADA, continuam soltos e malucos, como a Thamyres.
Enfim, nada disso nos fazia maiores ou menores do que ninguém. Pecadores ou mais santas que alguém. Éramos só meninas que achavam tudo o máximo, maravilhoso e não tínhamos medo de responsabilidades. Aliás, pra quê ter medo? Apesar de nossos erros, Deus era conosco e ainda é.
domingo, 10 de julho de 2011
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